Arquivo para abril \09\UTC 2010

EVOLUÇÃO

Mantive um blog no blogspot desde maio de 2008, porém, com o passar do tempo percebi que o wordpress me oferece mais ferramentas e layouts um pouco mais “profissionais”. Então, como tudo na vida evolui, resolvi permitir que o RISO EM PROSA evolua também.

Abaixo vocês encontrarão todos os posts do antigo blog, e daqui prá frente, blog novo, vida nova.

Postagens do blog antigo [Janeiro/2010]

 Quando você se foi eu senti como se todo o meu mundo tivesse ido também, senti meu coração parar por alguns segundos e desde então não voltou mais ao normal. Me senti sozinha, pequena e tive medo. Medo de ter que sair para o mundo sem você, medo de não ter seu abraço nas noites frias, medo de não ser o seu amor… Naquela noite você me disse que talvez não fosse um adeus, que ninguém apagaria o que vivemos. Essas mentiras diminuíram minha dor até ver você virar as costas e não voltar, ver os dias passarem, ver outra em meu lugar. Não, nada voltou ao normal, é como se o coração batesse pela metade,apertado… É como se, mesmo entre os outros eu estivesse sozinha, falta uma parte. A cada dia a distancia aumenta e a certeza do “nunca mais” atormenta a minha alma. Nossa personalidade nos levou a lugares diferentes mas não deixou de ser igual. Para sempre o meu par.

Postagens do blog antigo [Dezembro/2009]

Hoje não sei descrever como me sinto.

Acordei de um sono inquieto, cheio de interrupções e um calor inexplicável. Coração disparado, confusão. Não sei.

Procuro por algo há muito tempo. Algo que me complete, preencha. Mas nunca soube ao certo o que. Procurei em lugares, pessoas, errados! Errados não por eles próprios, mas errados por mim, pela busca desregrada. Errados foram os momentos, a ocasião, não as pessoas.

Está chovendo lá fora, uma chuva fina e insistente. Aqui dentro apenas um filme passando pela segunda vez, um café quente na xícara e uns cigarros apagados, em flores.

Resolvi tentar explicar com palavras, tentar achar respostas para essa inquietude. Aliás, eu sempre tento. Penso e escrevo, escrevo e penso, e não chego a lugar algum.

Acho válido citar que o filme que estou assistindo é “A mulher invisível” e concordo plenamente com a moral da história: a perfeição não existe.

Mas, voltando ao assunto, de tanto pensar, procurando a resposta, entendi que o problema é justamente não conhecer a mim mesma tão bem quanto imaginava. Como posso procurar algo, se nem sei o que preciso? Ir a tantos lugares, sem saber realmente o que gosto de fazer?

De mim sei que, gosto de ver filmes repetidamente, é bom para compreender alguns detalhes; e também que, não posso ler um texto antes de terminar de escrevê-lo, me sinto ridícula, platônica… É desestimulador.

Mas, o que é ser ridículo? O que é ser normal? É tudo uma questão de foco ou conveniência, dependendo da situação. Digo conveniência porque, determinadas –regras- são feitas segundo o interesse de alguns, e o resto, simplesmente, aceita. Seguem sem pestanejar.

Não gosto dessas regras. Não posso acreditar que as pessoas sejam tão estáveis, padronizadas. A instabilidade é o segredo do encanto. Quando conhecemos alguém e esse alguém se torna especial, é justamente pelas peculiaridades, pela graça da descoberta, do diferente.

Eu não quero uma extensão de mim, quero o complemento. Não quero que alguém goste sempre das mesmas coisas, quero que me apresentem o novo.

Não sei por que o texto está tomando este rumo, mas os textos, as palavras e as idéias são livres. O papel do escritor, não que eu o seja, é dar o espaço e a possibilidade que as letras precisam para se encontrar.

O fato é que toda essa “liberdade literária” causa idéias sem nexo algum. Mas e o que é o nexo? Por que precisamos dele? Ok, não vou recomeçar os questionamentos, seria redundante.

Enfim, o que quero dizer é que a vida é isso: essa confusão, mistura louca de sentimentos, erros e acertos. Porque é isso que nos mantém vivos. A perfeição é boa apenas no inicio, depois abre espaço para a monotonia.

Sejamos instáveis, imperfeitos, confusos, mas, sejamos! Ser gente de verdade, que ama, odeia, chora e sorri, gente que sente e que se deixa sentir.

 

Eu ainda preciso

Plantar uma árvore e escrever um livro. A primeira eu já sei quando vou fazer, mas a segunda eu já poderia [e deveria] ter começado. Estou sempre adiando a produção por vários motivos, dentre eles: não sei exatamente sobre o que escrever pois não me considero ‘sabedora’ de algo a ponto de escrever e também porque tenho o hábito de escrever sempre à mão. Sim! Todos os textos que aqui escrevo são feitos, inicialmente, em alguma folhinha de papel. Agora, imaginem o trabalhão que vai dar quando eu resolver escrever um livro. Fazer tudo num caderno para depois digitar, haja tempo e paciência. Mas, estar diante de um computador me deixa tensa, me sinto distante demais, fria demais. Não sei como explicar mas, o contato com a caneta e o papel, o cheiro da tinta, vê-la ganhando o espaço em branco, é como se eu estivesse mais próxima, mais aberta às emoções, mais livre. Deve existir alguma teoria sobre isso, acredito que eu não seja a única a ter essas manias um tanto quanto excêntricas.

 

Déka, em mais um momento [quase]filosófico…

Primeiro de dezembro de dois mil e nove. Estamos oficialmente em “clima natalino” [se bem que os shoppings já trataram de adiantar os preparativos]. O ano está morrendo para que o outro possa nascer, porque assim como na vida, tudo se renova. E o que dizer deste ano? Foram tantas expectativas, planos e promessas. Mas é assim que deve ser, sempre é. E quando chega ao fim, aquela sensação de nostalgia toma conta de nós e começamos a pensar em tudo, como foi e como poderia ter sido.É incrível como a mente e o corpo se habituam a esses convencionalismos. Um ano é o tempo exato que o corpo agüenta nossa [tão amada] correria. Quando o décimo segundo mês se inicia, já estamos no limite do cansaço e da paciência.E é exatamente nesse momento que começam a estragar tudo. O natal, assim como todas as outras datas festivas, se tornou nada mais do que um grande comércio. Tudo é motivo de propaganda, dinheiro.É como se o ser humano se apegasse ao ato de comprar, presentear, como se a mudança do ano fosse resolver todos os problemas, mas… o que muda?Eu me pergunto onde tudo isso vai parar. Até onde os preços vão ser reajustados, até onde tudo vai ser tão banalizado… Mas enquanto nada muda e eu não obtenho as respostas: Que venha 2010 com todos os novos planos e promessas.

E que seja bom, né?

Postagens do blog antigo [Novembro/2009]

“às vezes eu me pergunto em qual parte da minha vida o meu caminho vai cruzar com o teu e como vou saber que é você…”

Postagens do blog antigo [Outubro/2009]

Sobre “perder pessoas”

Um amigo me disse que não perdemos as pessoas porque não podemos perder algo que não possuímos. Realmente não podemos prender ninguém conosco, apenas conquistá-las, cativa-las de modo que escolham ficar ao nosso lado por uns tempos, ou por uma vida.

Mas as vezes as pessoas se afastam. Algumas não dizem -adeus-, não dão explicação, apenas… vão. E esse afastamento pode ser opcional, ou causado pela morte. De qualquer forma precisamos aprender a conviver com a falta, com a saudade e com um vazio que [talvez] nem o tempo cure.

Isso me faz pensar em qual das duas situações é mais difícil: “perder” alguém para a vida ou para a morte?

Se perde para a vida quando o outro se afasta de nós porque nossa presença já não é mais suficiente, quando já não se sente tão bem ao nosso lado, ou quando simplesmente mudou de opinião, encontrou algo que o complete, algo “melhor”… Quando isso acontece, ainda podemos encontrar a pessoa por ai, dizer -oi-, saber as novidades, mas sempre teremos que conviver com a estranha sensação de não ver sentimento algum naqueles olhos que antes brilhavam apaixonados, beijar a face de quem sempre beijamos os lábios e ainda assim, precisar agir como se tudo isso fosse normal…

Perder para a morte nos traz a certeza de que não poderemos mais ver o rosto, ouvir a voz ou sentir o cheiro de alguém que foi obrigado a nos deixar. A morte é uma interrupção de algo que poderia continuar por mais tempo, ou não, nunca saberemos.

Eu não sei a resposta, mas vivo com a sensação de que perder para a vida dói mais. Veja bem, não estou dizendo que lidar com a morte é algo fácil, pelo contrário, sei como é doloroso, mas muitas vezes dedicamos o que há de melhor em nós à alguém e esse alguém simplesmente desiste, se afasta porque todo o nosso amor já não é suficiente.

 

Inquietude constante causada por uma reflexão diária a respeito de o que está acontecendo com o mundo e com as pessoas que nele vivem.

Seria um bom diagnóstico para a minha insônia e, principalmente para o meu silêncio. Já gastei tanto tempo procurando as respostas, tentando entender o porque de as pessoas estarem tão individualistas, tão nervosas e tão vazias, que aos poucos me sinto contaminada com essa frieza… É isso! As pessoas cansaram de “remar contra a maré” e, simplesmente desistiram de se preocupar, de tentar mudar o que não pode ser mudado para quem sabe assim, viver melhor…[continua, ou não.]

 

Sonhei

Um pano colorido estendido sobre a grama verde. O sol brilhava na intensidade exata. Sonhei um abraço e um convite irrecusável: deixar o dia passar preguiçoso, despreocupado. Sonhei a primeira brisa da noite, a primeira estrela no céu. Sonhei nosso silêncio, que tanto diz. Sonhei essa vontade que eu sinto. Sonhei não me afastar nunca mais.

 

E hoje eu senti vontade de ser -eu.

Me esconder de tudo e passar algumas [muitas] horas protegida naquele mundo que só eu conheço [e amo] ou que, talvez, um outro alguém [que eu ainda não conheci] conheça também.

É um mundinho simples, sabe? Porque tudo que é simples é muito, muito rico. Rico de paz, de sensações, rico de vida. E vida, que eu saiba, é isso: encontrar um pedacinho de paz dentro de mim mesma, sem artifícios, sem mentira. É gastar um pouquinho do meu tempo cuidando de mim, alimentando a alma com som, cor e um pouquinho de prosa.

E hoje eu senti vontade de ser -eu. Tirar todas as máscaras, o disfarce de mulher -quase- forte e ser apenas eu: uma menina e seu mundinho imaginário. Banho quente. Pantufa. Cheiro de café novo no ar. Joshua Radin no rádio. Livros. Cadernos. Rabiscos. Vida. Minha vida.

Ah!… E que vontade de ser eu….

Postagens do blog antigo [Setembro/2009]

Mas ele é -só- um cachorro

O Tobby chegou de surpresa na minha casa. Nós adotamos seu irmão, o Bob, mas meu pai resolveu adotar mais um. Ele era um bagunceiro, comia a comida dele e a do irmão, era atrapalhado e muito brincalhão. Infelizmente, em pouco tempo o Bob adoeceu e nos deixou… Fizemos de tudo para que o Tobby não ficasse doente também, e ele não ficou.

Os anos foram se passando e o Tobby cresceu [e cresceu], ganhou músculos, um ar imponente e um latido forte. Sempre se fazia presente, queria conversar, mesmo que em outro “idioma”. Estava sempre alerta, com cara de bravo, mas quando os passarinhos iam comer sua comida, ficava paralisado, observando-os, evitava se mexer, para não espantá-los…

Mas o tempo passa, e passa mais rápido ainda para os animais. Com quase 15 anos o Tobby já estava sentindo todo o peso da idade… Suas patas já não suportavam seu peso e ontem foi definitivo: ele caiu e não levantou mais…

Infelizmente o Tobby nos deixou ontem… Deixou lágrimas, deixou saudade mas, principalmente, nos deixou lembranças boas e uma sensação de vazio….

É dificil chegar em casa, e não o ver…

É difícil conter as lágrimas ao escrever tudo isso…

E para quem acha que é tudo muito “drama”, acha que era -só- um cachorro… Experimente adotar um filhote, vê-lo crescer, perceba que ele vai ser um dos poucos que vai estar do seu lado em todas as situações da vida, seja você rico ou pobre, bonito ou feio, novo ou velho, ele vai te amar. Vai te alegrar, vai ser um estimúlo a mais… e me responda: ele era só um cachorro?

FIQUE EM PAZ AMIGÃO

 

E Deus lhe deu asas

Conto estrelas e escuto canções, é como se, por um instante eu estivesse em uma outra dimensão… Eu não consigo saber qual o rumo certo do meu coração, e muito menos, encontrar as palavras para dizer o que só sei sentir. A vida nunca vai poder ser prevista porque quando você pensa que encaixou as peças, a mesa vira e troca tudo de lugar, e ai a sua segurança gira e tudo recomeça. São tantas surpresas que nos tiram o fôlego, nos tiram do rumo e ai o coração acelera, e você sente como se, faltasse um pedaço, que todos sabem qual é, mas que eu não posso tocar, eu não. E não adianta ninguém tentar impedir porque, de fato, eu não vou me importar. Porque quando é a voz interior quem fala, todas as outras parecem sussurros… Não existe um padrão, e nem fórmula mágica para ser feliz, não existe estabilidade, é tudo ponto de vista. Não existe coincidência, tudo, tudo tem um motivo, mesmo que nunca saibamos qual é. E eu não sei qual é. Só sei que eu estou aqui, mais uma vez perdida, sem saber para onde vou, sem saber se vai ser bom, ou se vai me machucar, mas eu sigo, à deriva, como barco à vela, como passarinho que acabou de aprender a voar, e eu sigo e eu espero e eu sonho. E o mais estranho é, eu vejo tudo isso acontecer, e não tenho as forças para evitar mas, será que eu quero evitar? Será que eu devo evitar? E então a vida gira, gira…

Postagens do blog antigo [Agosto/2009]

Eu aprendi

Que às vezes precisamos impor a nossa vontade, e que isso não é egoísmo e sim, sobrevivência. Por muitas vezes agi contra a minha vontade, contra a minha verdade, apenas para agradar alguém, para não ficar sozinha. Mas, quando mais precisava, estava só.

Engraçado isso porque, nos últimos anos foi assim que vivi e não me parecia mal. Mas só hoje consigo ver quanto tempo perdi, quantas vezes chorei escondida por não ser como certas pessoas, por não ver graça e nem diversão onde outras pessoas vêem…

Ultimamente, tenho feito diferente. Ainda encontro muita dificuldade em dizer –não- para as pessoas que amo, em não ceder, mas eu preciso disso. Só quando a gente consegue ouvir a voz dentro de nós é que conseguimos encontrar a paz. E ai, dentro dessa paz, podemos encontrar pessoas que nos amam e respeitam dentro dessa nossa “imperfeição tão perfeita”…

E quando falo em amor, não estou falando de amor entre amantes, falo sim de amor entre amigos. Não ter um amante não me parece nada mal, mas não ter amigos é triste. Porém, devemos nos lembrar que amigos são aqueles que estão ali nas horas boas e nas más, que sabem quando você não está legal e não colocam “prazo” para sua recuperação….

A pior coisa é ouvir “já esta na hora de você esquecer isso” quando algo ainda dói dentro de você, porque nós não decidimos por quanto tempo uma ferida vai estar aberta, podemos sim fazer o nosso melhor para curá-la mas, milagres ainda não sabemos fazer, não é?

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