Postagens do blog antigo [Setembro/2009]

Mas ele é -só- um cachorro

O Tobby chegou de surpresa na minha casa. Nós adotamos seu irmão, o Bob, mas meu pai resolveu adotar mais um. Ele era um bagunceiro, comia a comida dele e a do irmão, era atrapalhado e muito brincalhão. Infelizmente, em pouco tempo o Bob adoeceu e nos deixou… Fizemos de tudo para que o Tobby não ficasse doente também, e ele não ficou.

Os anos foram se passando e o Tobby cresceu [e cresceu], ganhou músculos, um ar imponente e um latido forte. Sempre se fazia presente, queria conversar, mesmo que em outro “idioma”. Estava sempre alerta, com cara de bravo, mas quando os passarinhos iam comer sua comida, ficava paralisado, observando-os, evitava se mexer, para não espantá-los…

Mas o tempo passa, e passa mais rápido ainda para os animais. Com quase 15 anos o Tobby já estava sentindo todo o peso da idade… Suas patas já não suportavam seu peso e ontem foi definitivo: ele caiu e não levantou mais…

Infelizmente o Tobby nos deixou ontem… Deixou lágrimas, deixou saudade mas, principalmente, nos deixou lembranças boas e uma sensação de vazio….

É dificil chegar em casa, e não o ver…

É difícil conter as lágrimas ao escrever tudo isso…

E para quem acha que é tudo muito “drama”, acha que era -só- um cachorro… Experimente adotar um filhote, vê-lo crescer, perceba que ele vai ser um dos poucos que vai estar do seu lado em todas as situações da vida, seja você rico ou pobre, bonito ou feio, novo ou velho, ele vai te amar. Vai te alegrar, vai ser um estimúlo a mais… e me responda: ele era só um cachorro?

FIQUE EM PAZ AMIGÃO

 

E Deus lhe deu asas

Conto estrelas e escuto canções, é como se, por um instante eu estivesse em uma outra dimensão… Eu não consigo saber qual o rumo certo do meu coração, e muito menos, encontrar as palavras para dizer o que só sei sentir. A vida nunca vai poder ser prevista porque quando você pensa que encaixou as peças, a mesa vira e troca tudo de lugar, e ai a sua segurança gira e tudo recomeça. São tantas surpresas que nos tiram o fôlego, nos tiram do rumo e ai o coração acelera, e você sente como se, faltasse um pedaço, que todos sabem qual é, mas que eu não posso tocar, eu não. E não adianta ninguém tentar impedir porque, de fato, eu não vou me importar. Porque quando é a voz interior quem fala, todas as outras parecem sussurros… Não existe um padrão, e nem fórmula mágica para ser feliz, não existe estabilidade, é tudo ponto de vista. Não existe coincidência, tudo, tudo tem um motivo, mesmo que nunca saibamos qual é. E eu não sei qual é. Só sei que eu estou aqui, mais uma vez perdida, sem saber para onde vou, sem saber se vai ser bom, ou se vai me machucar, mas eu sigo, à deriva, como barco à vela, como passarinho que acabou de aprender a voar, e eu sigo e eu espero e eu sonho. E o mais estranho é, eu vejo tudo isso acontecer, e não tenho as forças para evitar mas, será que eu quero evitar? Será que eu devo evitar? E então a vida gira, gira…

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