Arquivo para agosto \15\UTC 2010

Nessa falsa calmaria…

E tudo o que eu mais queria era que você aparecesse e me tirasse dessa falsa calmaria, que fizesse meu coração acelerar e me entorpecesse com suas palavras ao pé do ouvido, meu vício. Eu queria que você viesse e tirasse tudo do lugar, me fizesse sentir viva e me enlouquecesse, me fazendo querer sempre mais de ti. E eu queria que você mudasse tudo o que eu penso, todos os meus conceitos pré-estabelecidos e que eu me perdesse para depois me encontrar em seus braços. E eu queria que tudo isso fosse logo, porque não agüento mais esse querer de querer você e só você, que eu ainda nem sei quem é.

Todas as flores

Deixe que o seu perfume invada a minha casa, meu quarto, minha vida. Me conta um pouco mais, quero saber sobre você. Quais são os seus sonhos? Sabe, seus olhos são incríveis. São quase como dois pedaços de noite, duas luas a me mirar, a me mimar. Sua pele, seu jeito… Tão simples e tão linda. E esse sorriso em seus lábios? Lábios tão rosados contrastam com suas cores, com seus amores. E quanto encanto há nessa sua fragilidade, seus dedos finos, delicados, são leves como pluma que flutua e faz com que o meu mundo pare de girar, com que todos os sentimentos se misturem em um único lugar, em mim… Todas as flores do mundo serão sempre para ti.

De todas…

De todas as minhas dores, você é a única que ainda dói; De todas as minhas lembranças, você é a mais presente; De todos os meus medos, perder você foi o que se tornou real; De todos os meus sorrisos, o mais sincero e despreocupado sorri para você; De todos os meus beijos, o mais demorado foi o que dei em você; De todas as minhas noites, a mais estrelada foi ao teu lado; De todas as minhas saudades, a mais saudosa é a que sinto de você…

(re)vendo conceitos

Nossa (canina) história de amor

Era segunda-feira, dia 31 de maio de 2010. Estava indo para a faculdade buscar a equipe de gravação para fazer uma matéria sobre veganismo, ali na Rua Augusta. Descendo a rua da minha casa, notei que havia um cachorro deitado em um cantinho. Estava todo encolhido e tremia de frio. Eu adoro animais e, mesmo estando com pressa, parei para lhe fazer um carinho. Chamei bem de mansinho e ele levantou a cabeça. Ele estava todo molhado pois tinha chovido durante a noite. Quando me aproximei, ele imediatamente começou a rosnar e se levantou. Para meu espanto, vi que ele não tinha uma das patas traseiras. Naquele momento esqueci a pressa, a faculdade, tudo! Só queria pegar aquele cachorro e levá-lo ao veterinário. A ferida poderia estar aberta, alguém poderia ter lhe feito mal, não sei. Um amigo, que trabalha em uma loja de carros na esquina da minha rua, tentou me ajudar a resgatar a ferinha, mas foi em vão. Ele era muito bravo e estava com medo. Então, corri para a clínica veterinária a alguns minutos da minha casa, tentando pedir ajuda mas eles, infelizmente, não puderam me ajudar e eu desabei no choro, ali mesmo, como uma criança. Com o coração cheio de tristeza, tive que continuar meu caminho. Eu sentia como se até eu tivesse abandonado o pobrezinho. Enfim, fui para a faculdade mas o pensamento estava  o tempo todo nele. Liguei para o meu pai e pedi que se ele o visse, tentasse pegá-lo e que o levasse ao veterinário. Ele tentou, mas mais uma vez o cachorro atacou e impediu que o tocassem. Voltei para casa às 23hs e pedi que meu pai desse uma volta comigo e, com o carro, andamos pelo bairro todo. Nada.

A terça-feira amanheceu chuvosa e fria, mas eu tinha que sair para procurá-lo. Eu devia isso a ele e a mim. Munida de uma sacolinha cheia de pedaços de lingüiça, andei por todas as ruas próximas daqui, deixei meu telefone com todas as pessoas que trabalham nas redondezas e pedi que, se alguém o visse, me avisasse. Andei por aproximadamente 4 horas e não vi nem sinal dele. Quando desisti e voltei para minha casa, meu telefone tocou. Era a vigilante do Parque (sim, eu moro em frente a um parque) me avisando que o meu “filhote” estava dormindo, na quadra de areia. Sai de casa correndo e, no caminho, encontrei aquele meu amigo da loja de carros e um senhor que vende lanches no portão do parque e eles se dispuseram a me ajudar. Um pegou uma corda e o outro, pasmem, uma blusa de moletom. Eu e o senhor dos lanches entramos no parque e o meu amigo ficou do lado de fora. O cachorro estava deitado e quando nos viu, saiu correndo e passou pelas grades, dando de cara com o meu amigo que estava lá fora. A blusa de moletom serviu como um escudo que defendeu meu amigo das mordidas até que chegamos até eles com a corda. O cachorro saiu em disparada pela avenida e meus dois heróis correram atrás dele. Eu, sedentária que sou, não consegui acompanhá-los então, fui andando e rezando, pedindo a Deus que não acontecesse nenhum atropelamento.

Meus amigos conseguiram, enfim, laçar o animal e o trouxemos para minha casa. Quando fiquei sozinha com ele, ofereci comida e água, mas nada parecia acalmá-lo. Como eu estava preocupada com a sua pata, coloquei uma toalha no chão para ver se havia sangue. Quando ele viu a toalha, imediatamente deitou e se aquietou. Graças a Deus não havia sinal de sangue e nem de nenhuma outra secreção.  Quando meus pais chegaram, escolhemos seu nome: Freddy. Naquela noite, eu dormi em paz. Levei o Freddy ao veterinário e descobri que ele estava perfeitamente bem. A pata foi removida cirurgicamente e o ferimento já estava totalmente cicatrizado. Então, ele tomou um banho, foi tosado e ficou lindo. Hoje o Freddy está aqui, comigo. Tudo isso já faz aproximadamente dois meses e a cada dia ele me surpreende mais. É inevitável me emocionar com ele. Antes queria me morder e agora chora quando me afasto, pede carinho, me reconhece e obedece.

Eu só tenho a agradecer. A Deus, por ter cruzado nossos caminhos; aos meus amigos-heróis que me ajudaram a resgatá-lo e aos meus pais, que o aceitaram em nossa casa e  me ajudam com as despesas. Preciso agradecer também às minhas amigas da faculdade que, além de dividirem a felicidade comigo, dividiram também as despesas da vacinação. Adotar um cachorro especial só me fez ver o quanto a natureza é perfeita, o quanto o amor é forte e pode curar tudo, vencer todas as limitações. O Freddy chegou à minha vida no momento em que eu mais precisava, me encheu de luz, de vida.

Adotar é tudo de bom.

Peter-Pan

Que os homens demoram mais tempo do que as mulheres para amadurecer, todo mundo já sabe. Mas o que fazer quando você conhece o homem dos seus sonhos e percebe que, mesmo tendo idade suficiente, o sujeito ainda não está preparado para crescer e assumir um relacionamento sério?

É muito difícil para uma mulher resolvida lidar com a sensação de se apaixonar por alguém que ainda não conseguiu se desprender da vida boêmia, abandonar o hábito de poder ter todas as mulheres que quer, sem precisar dar satisfação a ninguém.

E pior ainda é ter noção de que esse cara ainda vai perceber que já está na hora de criar raízes, laços e que talvez quando este dia chegar você já tenha até esquecido o nome dele.

Cabe a cada mulher decidir se vai aceitar as condições só para ter ele ao lado ou se vai se dar o valor merecido e esperar até que apareça alguém com os mesmos interesses e objetivos que ela.

Texto dedicado à uma amiga, mulher forte e resolvida.
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