Arquivo para fevereiro \27\UTC 2011

Sobre coisas&caráter

Durante grande parte do dia de hoje, conversei com um amigo meu. Falamos varias coisas, mas acho que uma das mais importantes foi sobre como não devemos mudar o que somos para agradar outras pessoas. Na verdade, acho que eu já aprendi essa lição, pois desde o meu ultimo relacionamento tenho me dedicado ao autoconhecimento e a me respeitar cada vez mais, porém, cheguei à outra questão: e quando descobrimos que o nosso jeito de ser, não é o melhor que podemos ser? Estamos sempre querendo modificar os outros, moldá-los a nosso gosto… Acredito que isso seja um tanto de comodismo e medo, porque mudar a nós mesmos é uma tarefa bem complicada e exige paciência e força de vontade.

Tenho pensado no que sou, já faz um tempo. Algumas pendências sei que já consegui resolver, mas o que eu considerava uma qualidade, tem se mostrado um grande defeito… Eu não posso ter um coração tão mole assim, não dá pra resolver todos os problemas do mundo, pois eu acabo deixando tudo inacabado, me estressando e machucando.

Mais uma vez eu estou me sentindo arrependida por ter baixado a guarda, por ter acreditado em coisas que eu mesma inventei, mas decidi que dessa vez vai ser diferente. Chega de me deixar desanimar com certas coisas porque, eu sou uma pessoa privilegiada. Tenho uma família que, mesmo imperfeita, se torna perfeita aos olhos meus. Tenho poucos amigos, mas tão sinceros e presentes que às vezes nem sei se mereço tanto. Tenho um cachorro especial, que me dá uma lição de moral por dia, vencendo todas as dificuldades sempre com tanta felicidade e vontade. Isso sem falar nas outras duas cachorrinhas velhinhas e pentelhinhas que me alegram os dias.

Outra coisa sobre a qual falamos, (e ainda estamos falando), é o caráter. Eu sou da opinião de que ele nasce com a gente, independente de tudo. Uma pessoa pode ter sido amada a vida toda, mas ter um coração pobre; enquanto outra que não teve carinho algum, pode ter um coração maior do que ela mesma. Claro, concordo que elementos externos têm uma grande influência, mas acho que não se pode tirar a responsabilidade do próprio individuo.

Como diz uma música do Capital Inicial (com a qual me emociono bastante): “Vamos comemorar! Não fique triste, um novo dia sempre existe”. O mais incrível da vida é essa possibilidade de recomeço que existe a cada novo dia, cada minuto. Cada um tem a escolha de fazer valer à pena. Eu não posso te obrigar a tentar ser feliz, mas posso dizer que, desistir nunca vai ser o melhor caminho.

Fernando, obrigada por me apoiar e inspirar.

Tinha de ser justo amor, meu Deus?

encontrei um texto do Caio Fernando Abreu que eu nunca tinha lido…

“Podia ser só amizade, paixão, carinho, admiração, respeito, ternura, tesão. Com tantos sentimentos arrumados cuidadosamente na prateleira de cima, tinha de ser justo amor, meu Deus? Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo. Aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim. Dilacerando felicidades de mentira, desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um mundo deserto. É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias, me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias. É agora que quero dividir maçãs, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena. É para já que preciso contar as descobertas, alisar seu peito, preparar uma massa, sentir seus cílios. “Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje?” Não quero saber de medo, paciência, tempo que vai chegar. Não negue, apareça. Seja forte. Porque é preciso coragem para se arriscar num futuro incerto. Não posso esperar. Tenho tudo pronto dentro de mim e uma alma que só sabe viver presentes. Sem esperas, sem amarras, sem receios, sem cobertas, sem sentido, sem passados. É preciso que você venha nesse exato momento. Abandone os antes. Chame do que quiser. Mas venha. Quero dividir meus erros, loucuras, beijos, chocolates… Apague minhas interrogações. Por que estamos tão perto e tão longe? (…) Não nego. Tenho um grande medo de ser sozinha. Não sou pedaço. Mas não me basto.” Caio Fernando Abreu

Sobre rótulos e títulos

Quando contei a alguns amigos que iria ao show do Capital Inicial, ouvi uma série de piadinhas e afirmações de que o meu gosto musical já não era mais o mesmo. Não dei muita bola e continuei ansiosa pelo show, afinal, Capital Inicial marcou parte da minha juventude e eu gosto das letras que os caras escrevem.   O show foi ontem e eu posso garantir que não deixou nada a desejar! Presença de palco, conversação, brincadeiras e uma mistura de novidades, antiguidades e até covers

 

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