Arquivo para julho \29\UTC 2011

A vida é tão rara

Ontem, quando estava vindo trabalhar, ouvi a música Paciência, do Lenine, e fiquei com ela na cabeça o dia inteiro, cantarolando o tempo todo. Hoje, enquanto tomava café da manhã, voltei a pensar nela. Ando muito reflexiva ultimamente, então, de quando em vez, me permito parar e pensar um pouco em como tudo está acontecendo. Na música, Lenine diz que é preciso ter paciência, que o mundo também espera algo de nós… Eu sempre procurei a felicidade, achando que ela viria um dia, quando eu tivesse dinheiro, quando eu tivesse uma casa só minha, quando eu tivesse um amor. Por falar em amor, acho que sempre coloquei minha felicidade nas mãos de outras pessoas, esperando que, quando me correspondessem, eu enfim fosse feliz. Não é verdade, pois um dia eu já fui correspondida e nem por isso me senti completamente feliz. Concluo que a plena felicidade não existe. Precisamos de um ideal a seguir e, por isso, essa busca contínua para poder prosseguir, para ter um estimulo, levantar e caminhar. O que nós temos, na verdade, são muitos momentos felizes que, somados, constroem a nossa história. Sinceramente, esse texto está um pouco confuso, mas não vou me preocupar com isso. Preciso voltar a colocar tudo no papel, quem sabe assim eu acabe com essa frustração por não escrever tanto quanto antes. Precisamos nos amar mais, nos cuidar mais e, mesmo quando ninguém o fizer, valorizar o que temos de bom. Não estou falando sobre egocentrismo, pois isso é muito triste. Estou falando de amor próprio, de fé em si mesmo e da sensação de que, se alguém não te valoriza, azar desse alguém. É bom ter pessoas que acreditem em nós, que vejam o nosso potencial e respeitem o nosso coração, mas acima de tudo, é importante que nós mesmos tenhamos a sensibilidade para perceber tudo isso e a força para seguir sempre com a cabeça erguida, sem permitir que más vibrações ou votos ruins, causados pela inveja alheia, nos tirem a paz. A vida é tão rara… 

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Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para…

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara…

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência…

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência…

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara…

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não…

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara…

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para…

A vida não para…

Como diria o mestre Cazuza…

Não acho que viver seja difícil, pelo contrário, adoro estar viva e ser eu, porque eu ainda consigo dar valor para pequenas coisas, como sair de casa e sentir um ventinho perfumado no rosto ou caminhar na Avenida Paulista em uma tarde gostosa de outono. Mas acho que as pessoas complicam a própria existência. Não entendo por que os seres humanos gostam tanto de competir, mesmo quando não estão praticando nenhum tipo de esporte. Gente, seria tão mais gostoso poder viver em harmonia, sem a sensação de que estão falando mal de você pelas costas ou tentando te prejudicar enquanto sorriem para você. Outra coisa que eu não entendo é a desvalorização do próprio corpo, dos próprios sentimentos. Não vejo sentido em sair de casa pensando em quantas pessoas vou “pegar” ou viver alucinada sexualmente me preocupando mais com a quantidade do que com a qualidade. Como diria o mestre Cazuza: – Eu quero a sorte de um amor tranquilo. Tenho dito com certa frequência que eu trocaria fortunas por um pouquinho de paz, e é verdade. Acho que não existe sensação mais gostosa no mundo do que a tranquilidade. Estar bem com as pessoas que você ama, ter um trabalho bacana que pague suas contas e te proporcione um pouco de conforto, ter amigos incríveis que salvam os seus finais de semana… Ser feliz.

E para vocês, todo o amor do mundo!

Faz frio aqui…

Senti vontade de escrever, são tantas palavras passando pela cabeça, mas não consigo conectá-las de modo que expressem um pouco do que sinto, talvez porque eu mesma não compreenda o que se passa, ou porque não aceite, ache que tudo acontece rápido demais, não sei. Sempre fui assim, intensa. E é tão forte que faz faltar o ar, faz ter medo de não sentir nunca mais. E então eu sigo, não desisto a menos que me peça, a menos que não seja recíproco, que magoe. São tantas histórias erradas, tantas lágrimas perdidas e noites sem dormir, tanta necessidade de sentir paz, de ter algo bom para contar, para dividir. Estou cansada de histórias que passam como o vento, que vem e tira tudo do lugar, que bagunça minha casa, meu cabelo. Gosto da brisa, que dá paz, que acaricia a pele, deixa o arrepio, o perfume e essa sensação de leveza.

Necesito un poco de inspiración

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