Arquivo para outubro \31\UTC 2011

Tanto a dizer,

seriam palavras sinceras e que não são ditas a qualquer pessoa. Na verdade, nunca foram ditas por mim. As palavras que explicam os sentimentos são as mais bonitas de se escrever, dizer ou ouvir. Mas o silêncio de um olhar e os pequenos gestos valem ainda mais do que qualquer uma delas. Não as desmereço, mas a cada dia percebo que os olhos não conseguem esconder o que a boca não se atreve a dizer…

Nem se atreverá.

O melhor de mim

Hoje estou aqui para dizer que coisas praticamente impossíveis podem acontecer para quem aceita os presentes que a vida oferece. Basta estar atento e agarrar a oportunidade, para que ela não se perca e não se afaste de ti. É confuso, mas o pouco tempo se fez muito quando parei para pensar que, nos incontáveis momentos bons e no único momento ruim, eu pude olhar para o lado e perceber que não estava sozinha. Foi tão rápido, mas agora eu (realmente) sei como o sorriso de alguém pode mudar o meu dia e espantar o desanimo; como uma crise de risos nos momentos mais improváveis pode fazer toda a diferença; como é possível encontrar a estabilidade… Enfim, na verdade, hoje eu só estou aqui para dizer “Gracias a la vida que me ha dado tanto” e que, o melhor de mim, é teu.

Du schläfst neben mir ein,
ich könnt’ dich die ganze Nacht betrachten
Seh’n wie du schläfst, hör’n wie du atmest,
bis wir am morgen erwachen

Du hast es wieder einmal geschafft,
mir den Atem zu rauben
Wenn du neben mir liegst,
dann kann ich es kaum glauben,
dass jemand wie ich, sowas Schönes wie dich, verdient hat

Eu quase perdi o meu pai

Ele sofreu um enfarte na última quinta-feira, sozinho, enquanto dirigia na Av. Castelo Branco.  O que poderia ter sido uma tragédia transformou-se em uma excelente chance de repensar as minhas atitudes perante a vida. Naquele dia meu pai acordou com um ótimo humor e estava comentando sobre como este ano as arvores deram flor mais cedo. Eu, no meu péssimo humor matinal, pensei que ele estava se preocupando com coisas sem importância. Como eu sou idiota. Quando soube do “acidente”, chorei imaginando que poderia nunca mais ouvir suas impressões sobre as flores, ou sobre como o CET poderia melhorar o trânsito…

O que eu quero dizer é que, nunca sabemos quando será a última vez; quando será o último olhar, o último sorriso ou a última bronca, a ultima briga. Não podemos deixar que as coisas do mundo estraguem a nossa relação com as pessoas que amamos, não podemos nos despedir com palavras de ódio, porque lá no fundo, amamos muito aquelas pessoas e elas nos fariam falta.

Pai, eu te amo.
Espero poder ouvir sobre as flores por muito tempo;
Espero poder ter a sua sensibilidade um dia.

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