Arquivo para outubro \31\UTC 2012

Nada (ou tudo)

Não quero falar, não quero ouvir, não quero sentir, não quero saber, não quero compreender, não quero ceder, não quero ponderar, não quero refletir, não quero imaginar, não quero ver. Eu não quero. 

Assim. Eu, simplesmente, não quero mais NADA. (ou quero tudo?)

Quando a própria razão desconhece

Passeávamos despreocupadamente por uma exposição de arte quando, em uma das instalações, um vídeo nos chamou a atenção. Nos sentamos e observamos aquelas imagens por alguns instantes, silenciosamente. Naquele momento, uma sensação boa tomou conta de mim e, quando olhei para o lado, pude contemplar a cena como se tivesse saído de mim, assumindo um papel de observador.

Para quem passava por nós, provavelmente era uma cena comum: um casal assistindo a um vídeo. Porém, quando nos observei, pude ir além. Havia tanta paz naquele silencio, tanta cumplicidade. Não precisávamos de palavras, demonstrações públicas de afeto ou algo parecido, pois sabíamo-nos ali.

Por vezes eu tento olhar para os meus sentimentos com um pouco de racionalidade, para compreender e procurar respostas. Porém, como dizem: Existem razões que a própria razão desconhece.

Não consigo entender como algo tão puro, tão harmonioso e sincero pode desencadear tantos olhares tortos, tantos comentários maldosos, tanta raiva em pessoas que deveriam querer apenas o meu bem. Eu estou bem, eu sou feliz.

Silêncio interior

Mesmo quando me afasto do mundo ao meu redor, não consigo encontrar a paz que procuro. É como se os pensamentos estivessem em ebulição constante e não há um minuto de silêncio sequer. Continuo tentando entender os motivos para a vida que levamos, para as amarras que colocamos em nós mesmos, mas a única resposta que encontro é a falta de coragem. É preciso ter força para resgatar os nossos sonhos e lutar por eles, para que se realizem, para que a vida valha a pena.

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