Quando a própria razão desconhece

Passeávamos despreocupadamente por uma exposição de arte quando, em uma das instalações, um vídeo nos chamou a atenção. Nos sentamos e observamos aquelas imagens por alguns instantes, silenciosamente. Naquele momento, uma sensação boa tomou conta de mim e, quando olhei para o lado, pude contemplar a cena como se tivesse saído de mim, assumindo um papel de observador.

Para quem passava por nós, provavelmente era uma cena comum: um casal assistindo a um vídeo. Porém, quando nos observei, pude ir além. Havia tanta paz naquele silencio, tanta cumplicidade. Não precisávamos de palavras, demonstrações públicas de afeto ou algo parecido, pois sabíamo-nos ali.

Por vezes eu tento olhar para os meus sentimentos com um pouco de racionalidade, para compreender e procurar respostas. Porém, como dizem: Existem razões que a própria razão desconhece.

Não consigo entender como algo tão puro, tão harmonioso e sincero pode desencadear tantos olhares tortos, tantos comentários maldosos, tanta raiva em pessoas que deveriam querer apenas o meu bem. Eu estou bem, eu sou feliz.

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